Antes da largada, havia palco, música, gente pulando cedo com o Rio ao fundo e uma energia de festival. A prova era o motivo para estar ali, mas claramente não era a experiência inteira.

Enquanto corria, me perguntei como um evento daquele porte consegue atrair corredores experientes e pessoas que nunca tinham corrido. A resposta não está apenas no percurso, na medalha ou no resultado final.

A jornada é o produto

Da retirada do kit ao show de encerramento, cada ponto de contato ajudava a construir pertencimento. A execução transformou algo simples - correr alguns quilômetros - em uma experiência compartilhada e desejada.

É uma pergunta útil para qualquer pessoa que trabalha com produto, serviço ou tecnologia: estamos apenas entregando uma funcionalidade, ou estamos pensando na jornada completa de quem vai vivê-la?

Resultados importam. Mas são as experiências que fazem alguém querer voltar.

Performance também precisa de movimento

A corrida trouxe outra reflexão. Passo boa parte do meu dia olhando para telas, sistemas, processos e entregas. É um trabalho que exige foco, mas que pode ocupar os espaços que também pertencem ao corpo.

Clareza mental não vem apenas de mais reuniões ou de uma agenda mais cheia. Movimento, descanso e experiências fora do trabalho também criam repertório para tomar decisões melhores dentro dele.

Não adianta falar sobre alta performance sem considerar as pessoas por inteiro. Os melhores produtos e os melhores times são construídos quando execução, energia e significado caminham juntos.